
Durante uma Copa do Mundo, uma das perguntas que mais aparecem é:
“Quem é o favorito?”
As respostas normalmente são baseadas em:
- preferência
- tradição
- torcida
- momento da seleção
Mas e se, em vez de responder com opinião, você pudesse responder usando dados?
É exatamente esse tipo de mudança de mentalidade que faz parte do trabalho de um analista.
O primeiro erro é procurar a query
Quando alguém está aprendendo SQL, é comum pensar assim:
“Como eu faria uma query para descobrir isso?”
Mas essa não é a primeira pergunta.
Antes da query existe algo mais importante:
👉 O que significa ser favorito?
Transformando uma opinião em uma hipótese
Perceba como a pergunta inicial é vaga.
“Quem é o favorito?”
Favorito baseado em quê?
Você poderia definir vários critérios.
Por exemplo:
- seleção com mais vitórias
- melhor saldo de gols
- ataque mais eficiente
- defesa menos vazada
- maior aproveitamento na fase de grupos
Cada definição gera uma análise diferente.
E isso é perfeitamente normal.
O papel do SQL
Só depois que a pergunta está clara o SQL entra.
Imagine que você queira descobrir quais seleções possuem o maior aproveitamento na competição.
A consulta pode começar de forma simples:
SELECT
ID_SELECAO,
COUNT(*) AS QTD_PARTIDAS
FROM partida
GROUP BY ID_SELECAO;Perceba que essa query ainda não responde tudo.
Ela é apenas o começo da investigação.
E isso acontece no trabalho real também.
Um analista raramente acerta de primeira
No mundo real, uma análise normalmente evolui em etapas.
Primeiro você faz uma pergunta.
Depois escreve uma consulta.
Analisa o resultado.
Percebe que faltou alguma informação.
Ajusta novamente.
A análise vai amadurecendo.
A curiosidade vale mais do que a sintaxe
Quem está começando costuma pensar:
“Preciso aprender mais comandos.”
Mas profissionais experientes fazem outra pergunta:
“O que ainda não descobri nesses dados?”
Essa curiosidade é o que gera boas análises.
Um banco de dados conta histórias
Imagine uma base contendo:
- seleções
- atletas
- partidas
- grupos
- fases
Você poderia investigar:
- Qual grupo teve mais gols?
- Qual seleção marcou primeiro mais vezes?
- Qual país sofreu menos gols?
- Quais confrontos terminaram empatados?
Nenhuma dessas perguntas exige criatividade para escrever SQL.
Elas exigem curiosidade.
SQL é uma ferramenta de investigação
Essa talvez seja uma das maiores mudanças de mentalidade para quem está aprendendo.
SQL não serve apenas para consultar tabelas.
Ele serve para responder perguntas.
E quanto melhores forem as perguntas…
Mais interessantes serão as respostas.
O exercício que vale a pena fazer
Antes de abrir seu editor SQL, tente responder:
Que perguntas eu faria se fosse o analista responsável por essa competição?
Anote dez perguntas.
Só depois pense nas consultas.
Você vai perceber que sua forma de enxergar os dados começa a mudar.
Próximo passo natural
Se você quer praticar esse tipo de raciocínio utilizando uma base de dados construída especialmente para exploração e análise, vale a pena conhecer o SQL na Copa.
⚽ O projeto reúne dados da Copa do Mundo em um banco relacional completo, permitindo criar suas próprias análises, desenvolver projetos para portfólio e praticar SQL em um contexto muito mais próximo do trabalho de um analista de dados.
Porque, no fim das contas, a pergunta nunca é:
“Quem é o favorito?”
A pergunta certa é:
“O que os dados conseguem mostrar sobre isso?”
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